quinta-feira, 10 de julho de 2014

Desculpe Seu Scolari

O texto a seguir foi escrito por André Carlos Zorzi, e é inteiramente baseado na letra da música Camisa 10, lançada em 1973 na voz do cantor Luiz Américo, e composta por Hélio Matheus e Luís Vagner.

Na canção (clique aqui para acessar a letra completa), Américo "corneta" o então técnico da Seleção Brasileira, Mário Jorge Zagallo, tal como alguns dos convocados para a primeira Copa do Mundo pós-Pelé. 

Tomei a liberdade de adaptá-la ao trágico e recente episódio do Futebol Nacional que dispensa comentários, com referências a todos os envolvidos na partida. 


Versão original da canção

Camisa 7

Desculpe Seu Scolari
Com poeta na zaga fica só buraco
Só fica se ensinando a não deixar barato
Fizeram do ajudante de palhaço o capitão
(Quem nos deixou na mão)

Desculpe Seu Scolari
Mas deram um zunido na sua estrela
E o imperador se escondeu na porteira
Só quem fez bom papel foi quem não teve indicação
(Na tal premiação)

Cuidado Seu Scolari
O Garoto do e-mail está muito nervoso
E com fé, mando em campo fica perigoso
Diferente do Chaves, gringo vai marcar
(E como vai)

Refrão:
_

Vai levar de 7 a seleção
Laia, Laia, Laia
Vai levar de 7 a seleção
Laia, Laia, Laia
10 era a camisa dele!
Ninguém entrou no lugar dele!
10 era a camisa dele!
Ninguém entrou no lugar dele!
_

Então mexe Seu Scolari
Pra nossa alegria muda a frente inteira
E já tira o bezerro lá da geladeira
Também já vai abrindo o tal do Guaraná
(Mas não vai dar)

[Refrão]

Desculpe Seu Scolari
O problema foi Marinho, ter dado pitaco
Mas agora já era, afundou o barco
Erraram muito feio na sua contratação
(Com uva e bigodão)

Desculpe Seu Scolari
É ruim que o convidado estrague a festa inteira
E se não fosse um tempo só de brincadeira
Não ia ter espaço para tanta humilhação
(Cá dentro da nação)

Cuidado Seu Scolari
O tal do ator sueco anda ardiloso
Sem perna, a alegria foi parar no fosso
Ter super herói pra nos salvar não vai
(E nem cai-cai)

[Refrão]

Desculpe Seu Scolari
A lágrima que seco é da torcida inteira
Que ficou à deriva sem eira nem beira
E nunca mais de 7 vai querer tomar
(Pra não chorar)

[Refrão]

E agora, Luiz?

Confira abaixo todas as referências. (Clique sobre os nomes para ver mais)
















sexta-feira, 30 de maio de 2014

Naturalização Artificial


No mundo do futebol sempre foram constantes as disputas entre seleções nacionais, equipes formadas por atletas nascidos em determinado país, nação, ou território, com o intuito de jogarem entre si representando suas respectivas bandeiras. Porém, tão constantes quanto esses embates, são naturalizações de jogadores nascidos em determinado local que atuam por uma seleção que não é a sua original.

Existem os mais diversos motivos para que isso aconteça, em alguns casos, por exemplo, há uma relação de descendência do jogador com determinado país no qual seus pais nasceram, em outros, o profissional se muda para um país, seja muito jovem ou já em plena atividade profissional e vive por anos a fio residindo em determinado local, ou até atletas que não possuem nenhum vínculo com determinada região, mas recebem propostas financeiras por parte das federações que lhes soam interessantes e partem em busca da oportunidade de vestir uma camisa nacional.

As normas que regulamentam essa questão também variam ao longo do tempo. Para ficar apenas em épocas mais recentes, em 2004 a Fifa restringiu as naturalizações apenas a quem tivesse “relações claras” com o país ao qual defenderiam, ou seja, ser filho ou neto de um cidadão do país ou ter morado nele por ao menos dois anos consecutivos. Até então, bastava que o atleta jamais tivesse enfrentado a seleção pela qual iria se naturalizar, e possuísse a cidadania de determinado país. Em 2008, houve nova mudança na regra, e ao invés de dois anos mínimos tornaram-se necessários cinco. Ao final de 2013, a regra foi novamente alterada, já que até então os atletas poderiam atuar pelas categorias de base de uma seleção antes de optar por outra, porém, bastava atuar uma partida profissional que essa escolha estaria tomada pelo resto da vida. Com a regra então adotada, um jogador precisaria atuar em um jogo oficial (por exemplo Eliminatórias ou Copa do Mundo) para voltar atrás, de forma que amistosos estariam liberados.

Foi o que aconteceu com o atacante do Atlético de Madrid Diego Costa, nascido em Lagarto no Sergipe, joga no futebol espanhol desde 2007, chegou a ser convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari e entrou em campo com a camisa da seleção brasileira em março de 2013, nos amistosos contra Itália e Rússia. Três meses depois, obteve cidadania espanhola e foi convocado a defender a Espanha, e em março de 2014, menos de um ano após enfrentar a seleção italiana pelo Brasil, jogou novamente contra ela, desta vez com a camisa espanhola.

Recentemente, a questão das naturalizações vem crescendo a ponto de muitos considerarem-na como um problema. Numa declaração dada em 2011, o delegado da Federação dos Emirados Árabes Unidos defendia que regras que facilitam a naturalização de jogadores beneficiariam países pequenos que possuem grandes comunidades de expatriados em seu território, o que na visão de algumas pessoas é apenas uma justificativa para o país, que possui uma grande riqueza concentrada nas mãos de dirigentes, possa literalmente contratar jogadores de outras nacionalidades e assim conquistar em campo resultados que demorariam décadas de trabalho árduo e sério para tentarem ser atingidos.

Montagem com as camisas com as quais Diego Costa já atuou
Nas Copas do Mundo disputadas no novo milênio, todas com a presença de 736 atletas distribuídos em 32 seleções, houve um notório aumento na quantidade de naturalizados. Em 2002, haviam 43, em 2006 64 e em 2010 foram 76. Para a Copa do Mundo de 2014 haviam 106 naturalizados apenas na pré-lista (que inclui 30 selecionados para cada equipe, com sete a serem cortados até o início da competição), e é provável que o número continue aumentando.

O Passado: Naturalizações ocorrem desde sempre

Engana-se quem acredita que jogadores que vistam a camisa de um país no qual não nasceram surgiram apenas na atual era do futebol moderno e globalizado, e que em tempos passados só entrava em campo quem possuía uma identificação profunda e amorosa com a nação que estava defendendo, na linha de argumentação do “na minha época era melhor”. É claro que provavelmente, a quantidade com a qual esse fenômeno ocorre atualmente, além das motivações para que isso ocorra sejam diferentes, mas não deixa de ser algo que sempre foi comum no mundo futebolístico.



Ferénc Puskas
Alfredo Di Stéfano
Lázlo Kubala


Exemplos de grandes jogadores famosos não faltam, como Lázló Kubala, 3º maior artilheiro de toda a história do Barcelona, clube no qual atuou por 11 temporadas. Nascido na Hungria, estreou no futebol internacional jogando pela seleção da Tchecoslováquia, já que tentara escapar do serviço militar húngaro indo ao país vizinho. Posteriormente, foi chamado pelo serviço militar pelo novo país, e retornou e atuou pela Hungria, e por fim, pela Espanha, quando chegou a fazer parte até mesmo da lista de jogadores para a Copa do Mundo de 1962, quando não pôde jogar por conta de uma lesão. Além dele, Férenc Puskas, considerado por muitos um dos maiores jogadores da história do esporte, chegou a atuar em duas Copas do Mundo por países diferentes, pela mágica Hungria de 54, tendo inclusive marcado o primeiro gol da final do torneio, e pela Espanha oito anos depois, em uma campanha mais apagada. Ambos, porém, foram motivados a fugir da Hungria por conta da repressão causada pela revolução húngara.




...Mazzola no Brasil
Altafini na Itália...
Ídolo de equipes como River Plate, Millonarios e principalmente do poderoso Real Madrid, Alfredo Di Stefano disputou a Copa América de 1947 pela seleção argentina e as eliminatórias para as Copas do Mundo de 1958 e 1962 pela seleção espanhola. José João Altafini, o Mazzola, sagrou-se campeão mundial com a seleção brasileira em 1958, e quatro anos depois estava novamente no torneio mundial, mas desta vez atuando com a camisa da Itália. Como justificativa, alega que à época a confederação não chamava atletas de fora do país para a seleção, e como após a primeira Copa transferiu-se para a Europa jogar no Milan, não seria convocado pelo Brasil, e decidiu jogar pela Itália, tendo inclusive dito: “não fui eu que deixei o Brasil. Foi o Brasil quem me deixou”.

Durante a primeira Copa do Mundo, em 1930, a seleção dos Estados Unidos sequer poderia escalar o time titular somente com jogadores nascidos em solo americano, já que entre os 16 participantes da equipe, haviam 5 escoceses e um inglês. Até mesmo a finalista Argentina e o campeão Uruguai contavam com espanhóis em seu elenco, Suaréz pelos argentinos e Cea e Fernandéz pelos uruguaios.









O Caso da Guiné Equatorial

Pequeno país de colonização espanhola no Centro-Oeste da África, a Guiné Equatorial chama atenção do mundo principalmente por duas coisas nos últimos tempos: A riqueza de Obiang Mbasogo, presidente do país e citado como um dos chefes de Estado mais ricos do planeta, e a frequência e quantidade com a qual sua seleção nacional de futebol aproveita-se de naturalizações.

Em pé: Danilo(Brasil), Lawrence Doe (Libéria), Fousseny Kamissoko (Costa do Marfim), Iván Bolado(Espanha), Rui(Espanha), Randy (Espanha)
Agachado:  Bem Konaté (Costa do Marfim), Javier Balboa (Espanha), Juvenal (Espanha), Kily(Espanha), Thierry Fidjeu (Camarões)
Entre todas as equipes nacionais existentes no mundo hoje, provavelmente é a que mais se assemelha a um clube de futebol. Uma minoria de atletas convocados para os jogos costumam ser nascidos no território do país, sendo a maioria dos importados espanhóis, brasileiros e colombianos, além de camaroneses, nigerianos, entre outros países. O mesmo acontece na seleção feminina, com muitas espanholas, camaronesas e brasileiras compondo as convocações. Isso custou caro à seleção nas últimas Eliminatórias para a Copa do Mundo, quando irregularidades na escalação de Nsue, atleta com descendência no país, porém nascido na Espanha foram relatadas e a equipe perdeu os três pontos conquistados numa vitória sobre Cabo Verde.

Recentemente, o volante Claudiney Rincón faleceu em decorrência de uma malária contraída após defender o país nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Outros jogadores passaram pelo mesmo, tendo o goleiro Danilo Clementino chegado a ficar em coma por 10 dias e internado por quase um mês.


E no Brasil?

Já na seleção brasileira, temos um caso interessante. Somente quatro jogadores nascidos fora do território nacional disputaram jogos com a seleção canarinho. São eles:

Sidney Pullen
- Sidney Pullen:
Nascido na cidade de Southampton na Inglaterra em 1895, veio ao Brasil muito jovem, por conta do trabalho de seu pai, em uma fábrica. Aos 17 anos de idade já havia sido campeão carioca atuando pelo Paissandu, clube que acolhia muitos ingleses no Rio de Janeiro, e em 1915 foi para o Flamengo, junto com seu pai Hugh Pullen que tornou-se tesoureiro do clube, tendo inclusive adotado o uniforme rubro-negro e aposentado o “cobra-coral” (Semelhante ao atual uniforme do Santa Cruz pernambucano) que remetia à bandeira alemã à época da Guerra.

No ano de 1916, disputou o 1º Campeonato Sul-Americano, precursor do que hoje é a Copa América, torneio disputado nas duas primeiras semanas de julho que fazia parte das comemorações do centenário de independência argentina, sede da competição. Ao lado de Chile, Uruguai e dos anfitriões, disputou as três partidas atuando na região do meio-campo, e curiosamente, foi o árbitro da partida entre Argentina e Chile pelo mesmo torneio.

Ainda no mesmo ano, foi chamado para o exército inglês durante a 1ª Guerra Mundial, voltando tanto ao país quanto ao Flamengo já no ano seguinte. Não se tem a data certa de sua morte, apenas que foi na década de 1950.




Casemiro Amaral
- Casemiro Amaral:
Nascido em Lisboa, Portugal ao ano de 1892, veio para o Brasil e iniciou a carreira no mundo da bola aos 19 anos, pelo América carioca. De lá transferiu-se para o Germânia em São Paulo capital, em rápida passagem por um ano até chegar ao Corinthians, onde ficou até 1914. Entre 1915 e 1917, atuou no Mackenzie, e prestou serviços à seleção brasileira no Campeonato Sul-Americano de 1916 e 1917, na posição de goleiro, quando atuou em cinco partidas e foi vazado por 11 vezes. Acabou falecendo em 1939.







Francisco Police
- Francisco Police:
Nascido em Caserta, na Itália no ano de 1893, participou da primeira partida do Sport Club Corinthians Paulista, a derrota para o União Lapa em 1910. Também atuou no primeiro jogo internacional da história do clube, o 0 x 3 contra o Torino em 1914. Pelo time, foi bicampeão paulista em 1914 e 1916, e chegou a atuar também pela equipe uruguaia do Montevideo Wanderers. Foi chamado para a partida entre a seleção brasileira e o Dublin do Uruguai, em General Severiano em 1918. Faleceu no ano de 1952.








Marcelo Moreno
- Marcelo Moreno:
Filho de pai brasileiro e mãe boliviana nascido na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, possuía dupla cidadania por conta das origens paternas. Começou a jogar futebol na base do Oriente Petrolero, e chegou ao Brasil em 2004, para jogar pela equipe do Vitória, em Salvador. À época com 17 anos, foi o primeiro nascido fora do país convocado pelas categorias de base da Seleção Brasileira, num amistoso contra a equipe mineira da Caldense e na Copa Sendai, competição sub-20 sediada no Japão, na qual marcou 2 gols em 3 partidas disputadas. Como tinha dupla nacionalidade por conta do pai e do local de nascimento, optou pela seleção profissional da Bolívia, onde tem menos concorrência e é convocado com regularidade até os dias de hoje.



Quando virá o Primeiro (Na era profissional)?
Como Marcelo Moreno disputou jogos apenas pelas categorias de base, e os outros três o fizeram antes da era do profissionalismo, até hoje nenhum atleta naturalizado realmente defendeu a camisa da seleção profissional principal do Brasil.


Andreas Pereira


Porém, isso pode estar prestes a mudar, já que Andreas Pereira, meio-campista de 18 anos do Manchester United nascido em Duffel, na Bélgica,  que passou pelas seleções belgas sub-15, sub-16 e sub-17 já declarou interesse em atuar pela seleção brasileira, e inclusive foi convocado pelo técnico das categorias de base da seleção brasileira Alexandre Gallo para a Panda Cup, torneio disputado na China. Se chegará a vestir a amarelinha em um jogo na equipe profissional, só o tempo dirá, mas é um fortíssimo candidato a inaugurar esta escrita.







Brasileiros pelo mundo

Por mais que muitos não vejam o Brasil como o “País do Futebol”, é inegável nossa fama com a bola nos pés pelos quatro cantos do mundo. Por isso, não faltam exemplos de atletas nascidos no Brasil que tenham optado por defender outras seleções nacionais, desde as mais fortes, como Alemanha (Cacau, Kurányi), Portugal (Deco, Liédson, Pepe), Espanha (Diego Costa, Marcos Senna), Itália (Amauri, Thiago Motta, e entre os antigos, Filó e Mazzola), passando pelas médias, como Turquia (Marco Aurélio, Wéderson), Tunísia (José Clayton, Francileudo Santos), Japão (Marcus Túlio Tanaka, Wagner Lopes, Alex Santos) e principalmente pelas pequenas, como Togo (Hamilton, Fabinho, Cris, Bill, Fábio Oliveira, Mikimba), Guiné Equatorial (Danilo, Ricardinho, William, Florian, Claudiney Rincón, Jônatas Obina, Nena, Neto, entre outros), Timor Leste (Ramon Saro, Paulo Helber, Wellington Rocha, Diogo Rangel, Murilo de Almeida, Ade, Alan Leandro, entre outros), Armênia (Marcos Pizzelli) e Moldávia (Henrique Luvannor). Longe de terem sido citados todos os brasileiros naturalizados, já é possível ter uma ideia do quão grande é o fenômeno com essa lista.

Wellington Rocha, do Timor Leste
Para conhecer um pouco mais sobre como é ser um naturalizado, entrevistamos o zagueiro Wellington Rocha, 23, atualmente sem clube e Fábio de Azevedo, o Fabinho, 37, aposentado há 4 anos. O primeiro defende a equipe do Timor Leste, enquanto o segundo atuou pela seleção do Togo.


Fabinho, Togo
O processo de naturalização pode ser algo natural, como qualquer pessoa que more por determinado tempo num país, pode ser feito por conta da árvore genealógica da família, e no caso, o jogador também pode ser “convidado” a se naturalizar. O técnico brasileiro Antônio Dumas, por exemplo, é conhecido por utilizar-se desse artifício, naturalizando mais de uma dezena de atletas brasileiros ao longo de suas passagens pelo comando da Guiné Equatorial e Togo. “O convite surgiu quando eu estava jogando na Chapecoense em 2003, e estavam disputando as Eliminatórias para a Copa Africana de 2004. Haviam requisitos diferentes, mas a única coisa que o presidente (da federação) queria mesmo era que eu tivesse a pele morena. Não tinha nenhuma relação particular com aquela nação, mas minhas origens são africanas, e com isso tudo ficou mais fácil”, relata Fabinho. “O treinador que estava à frente da seleção à época, Antônio Vieira, me fez o convite para eu me naturalizar e jogar lá. Aceitei, viajei para o Timor e estando lá iniciamos o processo burocrático, e já fui treinando com o grupo.”, conta Wellington.

Outro ponto importante no que tange o ato de defender uma equipe nacional é o fato de que se está representando o país, e consequentemente, sua população, sua cultura, e suas particularidades. Muitas das críticas feitas a jogadores naturalizados são baseadas nesse suposto distanciamento que há entre quem nasce e é criado em um local, e quem já chega a este local como um cidadão formado, afinal, boa parte da graça dos jogos entre seleções se dá por conta desse espírito e orgulho diferenciados que existem quando se defende o próprio país. Quando envolve-se dinheiro numa convocação, é natural que hajam desconfianças quanto à afinidade e à entrega que um atleta naturalizado irá aplicar em campo. Wellington comenta sobre isso, “Eu acho o ‘pagamento’ algo neutro e natural no futebol de seleções. Acho negativo a ausência de uma relação entre o atleta com o país. Quando aceitei o convite, sabia que minha vida iria mudar. Sempre sonhei em servir ao Brasil, mas jogar por uma seleção como o Timor é um privilégio, e por isso procurei acabar com todas as diferenças e me aprofundar e habituar ao país a ponto de me sentir de fato um timorense. Pela forma como fui recebido, pelo clima parecido com o Brasil, a semelhança entre os povos, fui me interessando cada vez mais pelo país, e viajo todos os anos e fico meses por lá, me sentindo em casa.”. Fabinho também conta não ver desvantagens para um naturalizado, “Busquei conhecer a cultura local, era simples mas de muito aprendizado para nós cinco que formávamos a delegação brasileira. Não acho que hajam desvantagens em atuar por uma seleção na qual se é naturalizado. Profissionalmente falando, na hora do jogo todos querem ganhar, e é isso que importa. Até hoje acompanho tudo que se passa no futebol de minha segunda nação, as eliminatórias, os atletas.”.


Toda essa desconfiança em relação ao envolvimento do atleta com a camisa que veste pode acabar sendo revertida em um tratamento diferenciado por parte da imprensa, torcida e até mesmo dos próprios companheiros de time. Quando o brasileiro Marcos Aurélio completou cinco anos morando no país e decidiu ser o primeiro jogador a se naturalizar para defender a seleção da Turquia, enfrentou grande resistência de pessoas que não acreditavam que aquilo poderia dar certo. No fim das contas, o brasileiro mudou de nome, aprendeu a falar turco e cantar o hino nacional e teve seu esforço reconhecido pelo povo turco. Com isso podemos perceber que um jogador naturalizado acaba sim tendo que percorrer um caminho mais difícil que os demais companheiros de seleção, já que não tem que provar o que sabe fazer dentro de campo, mas fora dele e no seu comportamento também. Além disso, a presença de um naturalizado pode ser vista como um “roubo” de vaga de algum atleta da casa, sem falar em países no qual o preconceito e a xenofobia infelizmente são enraizados até mesmo entre os próprios jogadores. Porém, Fábio conta que se dava bem com seus colegas de seleção, “havia uma relação muito boa com os outros jogadores, praticamente de irmão. Receberam os brasileiros muito bem, e com muito respeito.”, e Wellington conta que sentiu um tratamento diferenciado, mas de outra maneira, “Eu era novo por lá e todos ficavam muito procupados com meu bem estar, me tratando de forma ‘diferente’. Com o passar do tempo perceberam meu jeito tranquilo e hoje me tratam igual a todos os atletas. Quanto à torcida, eu ainda sinto que a cobrança é um pouco maior sobre mim, mas vejo como algo positivo, já que me motiva”.

Claro que não poderia faltar a pergunta que mesmo sendo muito simples, sintetiza, resume e diz muito acerca da questão das naturalizações:

“Num jogo entre o país que você defende e o Brasil, você torceria para quem?”

Fabinho esquiva: “No lado profissional, sempre Togo. Mas amo minha nação”.

Já Wellington é mais direto: “Nasci no Brasil, mas defendo com orgulho as cores do Timor. Estando dentro ou fora de campo, Timor Leste sem dúvida!”.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Análise das Eliminatórias para a Copa Africana de Nações 2015

Neste domingo dia 28 foram divulgados os grupos das Eliminatórias para a Copa Africana de Nações 2015, a ser realizada no Marrocos.







Forma de Disputa:                      

Haverá uma primeira fase, na qual participam os 28 países piores colocados num ranking feito pela federação que inclui resultados das duas últimas Eliminatórias para a CAN, as três últimas edições da CAN e ainda as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. Vale lembrar que já ocorreu uma fase preliminar entre os dias 11 e 20 deste mês, na qual a Mauritânia avançou no confronto ante as Ilhar Maurício, e o Sudão do Sul classificou-se graças à desistência da Eritréia.

Nesta primeira fase, os 28 times se enfrentam em partidas de ida e volta, a serem disputadas entre 16 de maio e 1º de Junho deste ano, e os 14 classificados enfrentam-se na 2ª fase entre si nos mesmos moldes, entre os dias 18 de Julho e 3 de Agosto de 2014.

Os 7 classificados juntam-se aos 21 melhores ranqueados, totalizando 7 grupos de 4 times cada.

Na fase de grupos, cada equipe jogará partidas de ida e volta contra as outras seleções do grupo, e ao final de 6 rodadas os dois primeiros colocados de cada grupo estarão classificados para a Copa Africana de Nações do ano que vem. O maior pontuador entre os terceiros colocados receberá a última vaga.
Vale lembrar que a equipe do Marrocos já tem vaga garantida por ser o país-sede, e Djibuti e Somália não participarão.

Previsões:


Quem deve avançar de fase:

Libéria, Quênia, Uganda, Guiné Equatorial, Congo, Líbia, Botswana, República Centro-Africana, Serra Leoa, Gâmbia, Benin, Malauí, Zimbábue e Moçambique.


Quem deve avançar de fase:

Quênia, Uganda, Líbia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Malauí, Zimbábue

Confira todos os grupos:
(Estão destacadas as equipes nas quais eu acredito na classificação)

 
Nigerianos levantando a taça do ano passado, após vencerem a Burkina Faso
Grupo A
Nigéria
África do Sul
Sudão
Namíbia / Congo / Líbia / Ruanda

Atual campeã, a Nigeria tem tudo para assegurar a vaga para a defesa de seu título. Com o ótimo goleiro Enyeama, que recentemente bateu recordes de invencibilidade no campeonato francês, o volante Obi Mikel e os jovens Moses e Musa deve se sobressair do restante do grupo, que não é fraco.

A África do Sul possui uma certa “supervalorização”, já que continua sendo considerada uma seleção perigosa por muitos, mesmo não se classificando para nenhum torneio em que não fosse o país sede desde a Copa do Mundo de 2002 e a CAN de 2008, além do patético papelão comemorando a “vaga” para a edição de 2012 do torneio, já que o técnico e os atletas achavam que o regulamento previa o saldo de gols como primeiro critério de desempate, ao invés do confronto direto que deu a vaga a Niger. Com a maior parte dos atletas vindos do futebol local, tentarão mudar a recente escrita.

Se mantendo em uma boa colocação no ranking recentemente, o Sudão mesmo sem realizar boas campanhas acaba por garantir vagas nas fases avançadas de Eliminatórias. Na para a Copa, por exemplo, venceu apenas a Zâmbia (em jogo que foi posteriormente revertido como derrota por irregularidade) e com derrotas até para Lesoto, em casa, foi lanterna em seu grupo. A conturbada situação política que cerca o país e o vizinho Sudão do Sul nos últimos anos pode ter contribuído bastante para as más campanhas, ainda mais tendo em vista que a seleção é quase que inteiramente baseada em jogadores do Al Hilal e Al Merrikh, os dois maiores clubes do país.

Campeã do CHAN deste ano (competição igual à CAN, porém, sem a participação de atletas que atuem fora de seus países), a Líbia possui um time que também é inteiramente baseado no futebol local. Vindo de um histórico momento político, com a derrubada de Kaddafi do poder, ficaram próximos à inédita vaga em uma Copa do Mundo, quando quase avançaram para a última fase. Chegaram à última rodada dependendo de um empate fora de casa contra Camarões para que avançassem, porém, graças a uma irregularidade do Togo os camaroneses conquistaram os 3 pontos do W.O., invertendo a vantagem do empate, que acabou não sendo usada, já que houve vitória do time da casa por 1 x 0.


Momento do jogo entre Mali e Argélia, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2012

Grupo B
Mali
Argélia
Etiópia
São Tomé e Príncipe / Benin / Malauí / Chade

Com a aposentadoria de Kanouté e a idade avançada do zagueiro Adama Coulibaly e do meia Seydou Keita, o Mali não impõe mais tanto respeito quanto conseguia alguns anos atrás, mesmo com a 3ª colocação da Copa Africana de Nações. Não tendo ido bem nas Eliminatórias para a Copa, conseguiu vencer a Argélia, novamente sua rival, ainda no início do torneio. Como tantos outros casos, também passou por um momento político delicado, com o auge da crise eclodindo justamente durante o período da CAN do ano passado.

Com a juventude de Slimani e Feghouli, e a experiência de Bougherra e Djebbour, a Argélia possui um time com muitos jogadores que atuam em solo estrangeiro, e tenta manter o embalo recente, no qual conseguiu se classificar para as Copas de 2010 e 2014, além da CAN de 2010 e 2013. Possuem boas chances de avançar, porém, a campanha de classificação para a CAN de 2012, quando o time ficou atrás até mesmo da República Centro-Africana, serve para lembrar de que nem sempre é possível ter vida fácil.

Passando pelo melhor momento de sua história, classificando-se para as últimas edições do CHAN e da CAN, além de chegar à fase final das eliminatórias para a Copa do Mundo, sendo uma das piores ranqueadas de início, onde foi eliminada pela Nigeria. O melhor jogador da Etiópia atualmente é Saladin Said, que semana passada assinou contrato para atuar pelo Al Ahly do Egito, o maior clube do continente, mas ele terá dificuldades para continuar a fazer história devido ao restante do grupo.

O ocupante da última vaga dificilmente conseguirá ir além, mas deve haver uma briga interessante entre Benin e Malauí, tendo o primeiro contratado o ex-técnico do Nice Didier Ollé-Nicolle e contando com os gols de Razak Omotoyossi para serem decisivos num confronto direto, e o segundo sem contar com atletas de nome (o mais conhecido é o meia Ng’ambi, que passou por diversos clubes na África Meridional), mas com resultados parelhos recentemente.

 
Kaboré, capitão burquinense, recebe a taça de vice-campeão das mãos de Jacob Zuma
Grupo C
Burkina Faso
Angola
Gabão
Libéria / Lesoto / Quênia / Ilhas Comores

Sem nenhum gigante, há um pequeno favoritismo para a Burkina Faso, que vem em boa fase, com jogadores como PItroipa, Alain Traoré, Dagano e Bancé, sendo finalista da última CAN e batendo na trave nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, quando perdeu a vaga para a Argélia na última fase.

Angola nos últimos anos tem sido uma equipe que perde poucas partidas, mas que também ganha poucas, e reflexo disso foram as eliminatórias para a Copa do Mundo, na qual empataram as quatro primeiras partidas disputadas. Com a maioria dos atletas atuando no futebol local, tentará emplacar a 6ª vez consecutiva participando da CAN.

Já o Gabão, mesmo com muitos atletas no futebol francês, possui nível semelhante a Angola, com destaque para o atacante do Borussia Dortmund Pierre Aubameyang, que pode desequilibrar em confrontos diretos.

Provavelmente o Quênia será o último integrante do grupo, com a Libéria correndo por fora, e acabará tendo esperanças de voltar à competição após 10 anos, liderado pelo volante Victor Wanyama.

 
Camaroneses festejam o título no distante 2002
Grupo D
Costa do Marfim
Camarões
República Democrática do Congo
Suazilândia / Serra Leoa / Gâmbia / Ilhas Seychelles

Dois candidatos ao título já se enfrentam pelas Eliminatórias, Costa do Marfim ainda com boa parte da “Geração de Ouro” (Sem Drogba, que já declarou que parará de atuar pela seleção após a Copa do Mundo) jogando em bom nível, e contando com o melhor jogador do continente, e um dos melhores do mundo no momento, Yaya Touré, e Camarões, que após período de crise e ausência nas últimas edições do torneio dá mostras de recuperação e possui uma das mais pesadas camisas do continente, e pode contar com o astro Eto’o.

A República Democrática do Congo, que costuma ser uma das melhores equipes de nível mediano, deve ser forte nas partidas em casa e arrancar pontos dos grandes, enquanto Serra Leoa ou Gâmbia, as prováveis completadoras do grupo dificilmente serão um saco de pancadas, assim como não almejarão a classificação.

Provavelmente Gâmbia e Serra Leoa decidirão a última vaga, para saber quem ficará com a lanterna do grupo.

 
A história sendo feita: Gyan Asamoah perde pênalti mais importante da história do país
Grupo E
Gana
Togo
Guiné
Madagascar / Uganda / Mauritânia / Guiné Equatorial

Gana é provavelmente a seleção mais bem encaminhada dentre todas as que disputam a Eliminatória. Além de ser uma das mais fortes do continente, não possui sequer um concorrente à altura no grupo, fazendo com que jogadores como Gyan Asamoah, Michael Essien e Sulley Muntari já estejam com um pé na Copa Africana de Nações.

Provavelmente sem o astro Emmanuel Adebayor, que apesar de estar presente no elenco do Togo nas últimas Copas Africanas de Nações, não costuma disputar partidas de Eliminatórias pelo seu país. E fará falta, visto que é um dos melhores atacantes da história do país, que pode brigar pela segunda vaga do grupo caso o novo treinador (ainda indefinido) encaixe o time. Para isso, porém, é preciso se impor também atuando como visitante, já que a seleção não conquista uma vitória fora de casa (incluindo partidas de Eliminatórias para CAN e Copa do Mundo) desde junho de 2007, contra Serra Leoa em Freetown.

Assim como Togo, possui um único jogador mundialmente famoso atualmente no elenco, o meia do Milan Kevin Constant, que junto ao atacante Ibrahima Traoré buscarão conquistar a vaga no torneio cuja seleção da Guiné já foi vice-campeã no longínquo 1976. Nas recentes Eliminatórias para a Copa do Mundo, conquistaram resultados expressivos, num grupo com Moçambique e Zimbábue, além do gigante Egito.

A última vaga deve ficar entre Uganda e Guiné Equatorial, seleção famosa por naturalizar brasileiros (inclusive alguns que ficaram famosos por contrair doenças como malária em suas viagens ao país) que chegou às quartas em 2012, quando atuava em casa. Porém, é mais provável que não retornem à competição ainda, e sequer que cheguem à fase de grupos. Porém, Uganda não deve representar muito perigo, tendo entre os principais jogadores o atacante Dan Sserunkuma, do Gor Mahia queniano, e Mwesigwa, com diversas passagens por clubes nanicos da Europa.


 
Festejadíssimo título zâmbio em 2012
Grupo F
Zâmbia
Cabo Verde
Niger
Tanzânia / Zimbábue / Moçambique / Sudão do Sul

Campeões em 2012, a população da Zâmbia estava confiante na atual geração da equipe, comandados pelos experientes Christopher Katongo, Joseph Musona e o goleiro-artilheiro Mweene, decepcionaram no ano seguinte, quando mesmo invictos, foram eliminados logo na primeira fase da competição. Além disso, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo venceram a poderosa Gana na 2ª rodada, e herdaram pontos de uma derrota para o Sudão na 1ª rodada, aumentando as esperanças de uma estreia em Copas, que não ocorrerá devido a tropeços tolos como no empate em casa contra o Lesoto.

A maior surpresa da última edição do torneio, em que estreou e já chegou às quartas de final, Cabo Verde deposita no goleiro Vozinha, no meia Platini e principalmente no atacante Ryan Mendes sua esperança de voltar à competição, e isso é bastante possível tendo em vista o grupo em que foi sorteado. Resta saber se as recentes boas campanhas foram fruto do acaso, ou se a geração é razoável e ainda tem lenha para queimar.

Outra equipe que surpreendeu a todos quando conquistou vaga nas duas últimas edições do torneio, inclusive caindo no mesmo grupo que Egito e África do Sul no primeiro caso, o Niger não dá mostras de retornar ao torneio tão cedo. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, por exemplo, não conquistou nenhuma vitória (apesar de ter “vencido” o Gabão por W.O. graças à uma irregularidade). É plausível inclusive arriscar que será a lanterna do grupo.

A última vaga deve ficar entre o Zimbábue e Moçambique, duas equipes que inclusive se enfrentaram nas últimas Eliminatórias para a Copa do Mundo, em duas partidas que terminaram empatadas. Independentemente de quem passar, terá alguma chance de classificação, mesmo que pequena.




Grupo G
Tunísia
Egito
Senegal
Burundi / Botswana / República Centro-Africana / Guiné-Bissau

Em um grupo onde três partidas foram consideradas W.O. por irregularidades, a Tunísia acabou “perdendo” a vaga na última fase das eliminatórias para a Copa do Mundo após ser derrotada contra o Cabo Verde (que havia conquistado a pontuação para avançar também graças a uma irregularidade no jogo contra a Guiné Equatorial) mesmo jogando em casa. Eis que uma escalação mal feita foi constatada, e a equipe conseguiu enfrentar Camarões por uma vaga na Copa, quando acabou goleada por 1 x 4. Isso e a eliminação precoce na última edição da Copa Africana de Nações já dão indícios de que a Tunísia não é mais aquela do período entre 1995 e 2006, quando chegou a duas finais de CAN (sendo campeã numa delas) e participou de 3 Copas do Mundo seguidas. Mesmo assim, com a esperança dos gols de Issam Jemâa, continua forte e candidata a uma das vagas na competição.

Em meio a uma forte crise política que acabou interferindo diretamente no futebol do país, tanto com a paralisação do campeonato, quanto na ausência do maior campeão da história da competição nas últimas duas edições, o Egito dava mostras de se recuperar com uma campanha impecável nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, até enfrentar Gana na partida de ida da última fase, e levar uma estrondosa goleada de 1 x 6. Em um grupo difícil, em que inclusive pode enfrentar seu recente algoz, a República Centro-Africana, tem amplas chances de passar, mas talvez não com tanta facilidade. Após a aposentadoria do ídolo Aboutrika, outros jogadores experientes permanecem no elenco, como o volante Fathy, o atacante Gedo, o lateral-direito Elmohamady e o goleiro El Hadary.

Com uma pesada dupla de ataque formada por Demba Ba e Papiss Cissé, o Senegal busca se livrar do rótulo de “time de um ano só”, já que em 2002 conseguiu chegar ao vice-campeonato da CAN, e às quartas-de-final da Copa do Mundo, os maiores feitos de sua história até então, e que perduram até hoje. Está em pé de igualdade com os árabes do grupo, principalmente atuando em seus domínios.

A última vaga deve ficar com a seleção da Botsuana, não apenas pelo futebol, mas também por conta do momento tenso e de conflitos na República Centro-Africana. As duas equipes se enfrentaram recentemente, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, e na partida de ida deu 2 x 0 para os centro-africanos. Na volta, quase um ano depois, 3 x 2 para o mandante.


Melhor 3º Colocado:

A tendência é que saia de um grupo que possua uma seleção fraca e outras três do mesmo nível. 

Dessa forma, é provável que se conquiste facilmente os 6 pontos em cima do lanterna, e que não haja muita diferença de pontuação entre o 1º, o 2º e o 3º colocados.

Provavelmente o time que pegar esta “última vaga” deve fazer algo em torno de 8 a 10 pontos.

Sem pretensões, arriscaria que esta equipe sairá dos grupos B, G ou F.